sexta-feira, 27 de julho de 2007

DEPOIMENTOS

DEPIMENTOS DE AMIGOS E PARENTES

Neste tópico, os leitores irão tomar conhecimento de alguns depoimentos de amigos, familiares e parentes que falam um pouco em relação ao jovem Everaldo Custódio contando o que ele representou em suas vidas. O primeiro depoimento que recebi, foi o de Rosane Valéria, uma pessoa pela qual meu irmão tinha grande amizade.

“Amigão”, Depoimento da amiga Rosane Valéria"

Paratibe 11 de Setembro de 1996

“Era assim que eu o chamava carinhosamente devido nossa grandiosa amizade. Everaldo Custódio, Pregador Jovem Católico, uma pessoa pura, sincera, trabalhadora, ... se eu for numerar as suas qualidades, são muitas. Ele era muito especial e eu me orgulho de ter sido uma de suas amizades.
Nossa amizade, teve início na adolescência, por volta do ano de 1977, eu com onze anos e ele com quinze. O conheci durante uma Via Sacra nas casas de fieis rezando o terço, escutando o evangelho onde o Everaldo, já começava a pregar, foi ele quem me ensinou rezar o terço, daí então, eu fui o conhecendo cada vez mais.
Com o passar dos anos, nossa amizade foi se fortalecendo ainda mais. Na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, na Cruzada com Mãezinha coordenando, no Clube de Mães que tinha por traz da igreja católica e depois no grupo de Jovens Marianos de Paratibe o JOMAPA, onde sempre nos reuníamos aos domingos, para escutar a Palavra de Deus, estudar a Bíblia e aprender por em prática, o que ouvíamos nos Evangelhos. Levávamos comidas e roupas para as famílias carentes de nossa comunidade, cantávamos hinos de louvores e rezávamos. Everaldo, sempre pregava nessas ocasiões e participava nas celebrações das missas. Foi assim que ele descobriu que sua verdadeira vocação, era o SACERDÓCIO.
Todos o respeitavam, o admiravam e gostavam muito dele pois ele, sabia conquistar crianças, jovens, adultos e anciões.
Lembro-me que ele escreveu numas cadernetas, alguns versos cristãos com títulos diversos e pedia para eu lê-los e responder os questionários anexos e em seguida, entregar-lhe as respostas. Sempre que eu precisava, lá estava ele para me ajudar, para conversar e me compreender.
Everaldo, ingressou no seminário de Camaragibe e de Jardim Paulista onde foi seminarista da congregação SCJ, Sagrado Coração de Jesus. Ele viajou certa vez para a Argentina com outros seminaristas nos deixando saudades mas sempre, me mandava cartões e cartas.
Para nossa tristeza, um dia, ele viajou de vez!
Everaldo, “PROFETA”, porque profetizou sua própria morte dez dias antes do trágico acidente de ônibus
Everaldo Custódio, Anjo Custódio.
Amigão insubstituível e inesquecível.
Descansa em paz!
Mas como nos faz falta!
É incrível como sinto sua presença!

Saudades,
Sua amiga, Rosane Valéria

(Digitado por: Eriberto Custódio - Abril / 2005)
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“Verinho” Depoimento de nossa Irmã, Maria Suzana Custódio da Silva

Paratibe 21 de Junho de 2005

Coisas que me fazem recordar do meu irmão Everaldo, que carinhosamente eu o chamava de “Verinho”.
Tudo que vivemos e compartilhamos, foi muito importante, mas o mais marcante foi a nossa infância e adolescência... Há quantas recordações... As brincadeiras, o estudo, o trabalho, o lazer que era integrado a tudo isso e as nossas práticas religiosas. Um exemplo disso, foi quando Everaldo, uma vez convidou-me para irmos participar das festas dos padroeiros de Igarassu (São Cosme e São Damião). Como agente gostou! Como nos alegramos ao participarmos da procissão dos dois santos junto a aquela multidão de pessoas tão fervorosas e simples. Depois fomos curtir a freirinha de coisas típicas da nossa gente, a visita ao Museu de Igarassu, quanto aprendizado. Everaldo, se empenhava muito mesmo de corpo e alma em tudo que pensava, que falava e que fazia. Era como se ele soubesse no seu inconsciente, que logo se despediria desse mundo. Ele tinha pressa de aprender o máximo possível, tudo o que pudesse (tudo sobre tudo) e tinha muito prazer em ensinar para todos, o que aprendia. Ele sempre foi assim, o que tinha e o que aprendia de bom, compartilhava com todos os que se relacionavam com ele. Ele adorava me ensinar e falava para mim assim:
__” Tudo que eu aprender, eu ensino para você. Eu compartilho com você, no retorno da Argentina”.
Das cartas que ele me escrevia da Argentina, tem uma em que ele me chama de: “Minha Pérola da rua da Palmeira!” (Noviciado na Argentina)
Outra coisa que me comove muito quando eu lembro, São os terços da Bandeira, todas as noites que Everaldo e eu íamos participar nas casas dos moradores de Paratibe (bairro onde moramos e nos criamos. Everaldo se preparava bastante durante o dia lendo a Bíblia para na celebração do terço, depois da leitura do Evangelho esperar ansioso o convite para pregar a palavra de Deus para as pessoas da casa onde estava a Bandeira de Nossa Senhora de Fátima e convidados. As vezes, eu nem estava com muita vontade de ir mas, eu ia assim mesmo para agradar a ele. O que mais eu gostava, era ver e ouvir ele pregar. As vezes ele até me convidava para eu pregar também porém, eu recusava, pois, além de ser tímida, eu não me sentia preparada, ainda não era o meu tempo. Lembro-me que até na hora rezar um mistério do terço, eu errava algumas Ave Marias por causa do meu nervosismo.
Quando agente não ia para algum terço, (não sei bem o motivo) íamos para a igreja e lá nos reuníamos na sacristia da igreja: eu, ele e o Zeca (falecido). Na época, Zeca era violonista da igreja. O Zeca acompanhava com o violão, as músicas (louvores) compostas e cantadas pelo Everaldo, e as mesmas eram gravadas em fitas cassetes, eu também cantava junto com o Everaldo. O Zeca, tocava violão e por sinal muito bem. Por falar nisso, não sei que fim levaram as fitas com seus hinos gravados. Não recordo as letras das músicas, só me lembro do refrão de umas de suas canções :
“Eu nasci pra padecer
Padecer nos ensina,
Com paciência padecer
Pela salvação sofrer.”
Everaldo, sempre foi para todos e em especial para mim, uma pessoa muito carinhosa, gentil, educada, atenciosa, alegre, divertida, companheira, inteligente, responsável, criativa, dinâmica, estudiosa, trabalhadora, pacífica, humilde, emotiva, justa e sobretudo um ótimo e autentico jovem pregador como ele mesmo assinava “Everaldo Custódio P.J.C. Pregador Jovem Católico.
Uma coisa que também muito me emociona é quando me lembro que todas as vezes que nós nos encontrávamos, nos cumprimentávamos com um abraço muito forte e barulhento, pois eu dava umas tapas leves em suas costas e dizia: Meu marmanjão! (que para mim, queria dizer: Meu irmão grandalhão). As visitas dele aqui em casa, eu dizia que eram visitas relâmpagos pois ele demorava pouco tempo conosco, pois tinha muitas pessoas para visitar.
Lembro uma vez que fomos ao Recife e ele queria me ensinar a andar por lá pois eu tinha dificuldade em andar sozinha no Recife ( como ainda tenho). Foi uma aventura e tanta! Só que nos distanciamos um bocado do centro e quando ele percebeu, estávamos indo em direção a Boa Viagem a pé. Everaldo, felizmente percebeu que estávamos andando em direção errada percebemos e falo: __ Suzana, estamos perdidos (ainda lembro da cara de espanto dele) Veja a posição do sol ele está no Oeste. Onde ele se Põe. Estamos indo em direção à Boa Viagem! Vamos perguntar a alguém onde pegamos ônibus para o centro da cidade.

(Paratibe, 22 de Junho de 2005)
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“Filho e Amigo” Depoimento de nossa Mãe: Maria Elizete Custódio

Paratibe 22 de Junho de 2005

Everaldo, não só foi um bom filho, foi também um bom amigo que marcou nossa vida para sempre. Só tenho que agradecer ao bom Deus pela pessoa maravilhosa que meu filho Everaldo foi. Espero que de onde ele estiver, rogue à Deus por todos nós e pela minha saúde.
Everaldo não foi criado para este mundo, e sim para o nosso Pai que está no céu. Ele era devoto de Nossa Senhora. Creio que Maria a mãe de Jesus, não desampara ele.
Everaldo, em sua infância, nunca me deu trabalho, era um bom menino, ativo, respeitador e trabalhador. Onde ele chegava, reinava a paz e a alegria que ele trazia em seu coração. Quanto aos trabalhos que ele realizava, quando recebia o dinheiro, dava-me a maior parte. Algumas vezes quando ele me dava algum dinheiro que ganhava com os trabalhos por ele realizados, dizia: “Mamãe, compre um vestido para a senhora”. Everaldo, também gostava muito de cantar e de escrever versos para Nossa Senhora. Quando ele era criança, e minha mãe Luzia o levava para o catecismo, ele acabava ensinado também as outras crianças, tudo o que aprendeu com ela. Era um menino muito obediente e amava à todos. Fez sua primeira comunhão aos oito anos de idade junto com sua irmã Leonete na Capela Nossa Senhora de Fátima em Paratibe.
Minha mãe, além de ser sua avó, era também madrinha de batismo dele e foi também sua primeira professora e catequista. Para ele, ela era uma segunda mãe e acostumou desde pequeno, chamá-la de “mãe” quanto a mim ele me chamava de “mamãe”. Uma das músicas que Everaldo gostava de cantar e ouvir, era: “Mãe do céu morena / Senhora da América Latina / De olhar e caridade tão Divina / Derrama sobre nós as tuas graças”. Até hoje eu me recordo e me emociono quando escuto esta música.

(Paratibe, 23 de Junho de 2005)
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“Irmão e Amigo” Depoimento de Eriberto Custódio

Paratibe 23 de Junho de 2005

Na realidade, todos os conteúdos que escrevi neste livro em relação ao meu irmão Everaldo Custódio, trata-se de ricos depoimentos de minha pessoa para a pessoa dele. Mesmo assim, sinto a necessidade de também dar meu depoimento pessoal em relação ao que ele simbolizou em minha vida.
Eu sempre fui unido ao meu irmão e gostava muito dele, nunca brigávamos pois não tínhamos motivos. Everaldo, realmente sempre foi uma pessoa calma e muito carismática pois sabia como conquistar as pessoas, desde o seu tempo de criança. Não tinha maldades e procurava fugir das coisas ruins ignorando-as e não deixando que as mesmas interferissem em sua vida familiar e cristã.
Fiquei muito triste quando recebi a notícia do seu falecimento, lembro-me que na época eu estava desempregado e construindo minha casa aqui em Paratibe e morava com minha esposa na casa de sua irmã (minha cunhada Wanderli) na rua São Bento em Paulista Centro. Eu me encontrava ainda na casa de minha cunhada me preparando para vir dar andamento na construção de minha casa, quando o meu cunhado José Amaro, esposo de minha irmã Suzana, chegou e meio sem jeito, deu-me a triste notícia. Ele falou para mim: _“Eriberto, o Everaldo e Lenilson estão com Deus”. Eu não entendi e perguntei: _Mário não estou entendendo, como assim, com Deus? Ele disse: _“Sim, com Deus. pois, eles foram vítimas de uma acidente”. Quando ele falou acidente, eu imaginei que tinha sido na kombi do seminário pois o Everaldo estava aprendendo a dirigir, nem passava em minha mente que o acidente havia acontecido na Paraíba, pois naquele momento para mim, o Everaldo já havia voltado de viagem desde a Segunda-feira e como já era Quarta-feira, eu estava até pensando em ir até o seminário em Jardim Paulista, para visitá-lo e saber dele com tinha sido a viagem. Meu, cunhado então completou, que o Everaldo e o Lenilson, tinham sido vítimas de um choque entre os dois ônibus da Progresso quando retornavam de Campina Grande no dia anterior (11/12/1990) por volta das 17:30hs. Para mim, aquela notícia, foi uma abalo imenso e demorei alguns segundos para aceitar que o meu irmão, já não fazia mais parte deste mundo. Quando fiquei mais calmo, procurei me controlar, pois tinha que ir até a escola que minha esposa ensinava para dar a notícia à ela e falar com a diretora da escola, para liberá-la pois tínhamos que nos preparar para vir à paratibe para esperar a chegada dos corpos que vinham de Campina Grande. Foi uma perda imensa e muita triste, não só para nós da família, parentes e amigos como também, para comunidade de Paratibe, que o conhecia desde que ele era criança. Para mim, foi uma dor muito grande que guardei em silêncio pois de certa forma, minha infância, foi toda ligada ao Everaldo e tudo que acontecia com ele: seus sofrimentos, desejo de vencer, trabalhos, religiosidade, estudos, viagens e seu jeito especial e simples que mexia com cada um de nós; foram marcas profundas deixadas por ele.
Lembro-me que um certo dia (Acredito que nessa época, o Everaldo ainda não havia ingressado no seminário), minha mãe questionava com meu pai dizendo que achava que ele gostava mais de mim de que do Everaldo pois via ele mais apegado a mim. Eu falei para minha mãe que era engano dela e que eu sentia que meu pai gostava igualmente de mim e de Everaldo. Meu pai sempre foi muito católico e Everaldo também e dessa forma os dois sempre se entendiam e meu pai gostava muito dele por isso. Já eu, desde pequeno, freqüentava a igreja católica mas não era, tão praticante quanto eles. Pelo outro lado, sempre me interessei por tudo o que meu pai fazia, admirando ele pelos seus feitos e procurando aprender muito com ele. Era isso que fazia com que ele se apegasse a mim pois via eu interessado em aprender tudo o que ele fazia. É por isso que eu dizia a minha mãe que meu pai gostava igualmente de mim e de Everaldo onde para cada um de nós, ele tinha um gostar diferente e especial.
Diante de muitas coisas que acontecem entre eu e meu irmão Everaldo Custódio, durante nossa infância e durante nossa fase adulta, eu não poderia deixar de escrever este livro em sua homenagem e mesmo sabendo que ele não está mais entre nós materialmente, sinto que espiritualmente sempre seremos ligados de alguma forma e que meu compromisso com ele só será cumprido totalmente quando eu consegui concluir o livro mas, pretendo ir bem mais adiante e só me contentarei quando o livro estiver; concluído, editado e distribuído com todas as pessoas interessadas em adquiri-lo. Tanto as pessoas que conheceram o Everaldo, quanto as pessoas que mesmo sem ter o conhecido, e que tomaram conhecimento de sua existência um dia e através do livro irão sabre muito mais sobre ele.

(Paratibe, 23 de Junho de 2005)
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“Um anjo emprestado ” Depoimento de nossa irmã Celizete Custódio

Paratibe 07 de Julho de 2005

. . . Everaldo Custódio, quem foi?
Para quem o conheceu, impossível não ter nada para falar, para comentar. . . E para quem conviveu com ele no dia a dia, aí é que tem mesmo o que dizer ao seu respeito.
Na condição de irmã dele, sou suspeita para falar . . . “Verinho”, como era carinhosamente chamado por nós e por alguns parentes, não viveu muitos e muitos anos como nós esperamos viver, mas que nos seus 28 anos de idade vividos, deixou um pouco dele em cada um de nós e em cada pessoa que o conheceu e que conviveu com ele.
Quem foi Everaldo Custódio? Para mim, um anjo emprestado” que hoje está bem perto do nosso criador.
Sinto muitas saudades dele, mas compenso a saudade, na certeza de que ele está em um lugar maravilhoso, rogando à Deus por cada um de nós. Durante os anos que convivemos, só tenho lembranças boas. Algumas lembranças de sofrimentos vividos por ele nos anos que trabalhou , se doou para ajudar em casa, sem nunca reclamar de nada e sim aceitar tudo calado.
Nossa televisão preto e branco, estava quase sempre quebrada. O Everaldo, talvez para compensar a sua falta, com sua imaginação incrível, criava histórias, novelas . . .e narrava para nós todos os dias, sendo cada dia, um capítulo diferente. Entre outras brincadeiras que ele fazia para nos divertir. Ele era cômico, animado, simples, as vezes calado, ele era muito bom de coração, não era para ele ficar muito tempo neste mundo.
Durante pouco mais de um ano, morou na Argentina e lá fez seu noviciado. Sempre nos correspondíamos. Lembro que enviei para ele o convite do meu casamento que realizou-se em 16 de Julho de 1989, ele disse que não poderia estar presente, mas que batizaria um dos meus filhos . . .
A morte de Everaldo, chocou toda a nossa família, e os amigos e parentes presentes em sua vida, haja visto, que foi de repente, como está relatado no livro. . .
Aqui deixo meu depoimento resumido, assunto é o que não falta . . .
Aproveito a oportunidade para parabenizar o meu irmão Eriberto Custódio por esta iniciativa.

Quem foi Everaldo Custódio?
“Um Anjo Emprestado”

(Paratibe, 07 de Julho de 2005)
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“Um jovem especial” Depoimento do amigo Messias Francisco da Silva

Paratibe 07 de Julho de 2005

Ao jovem que viveu pouco tempo na terra mas tendo em si a simplicidade, timidez e seriedade em sua vocação deu testemunho da palavra de Deus, dando sua contribuição na evangelização onde almejava alcançar a salvação.
À princípio, nós não tínhamos muitas afinidades, ou seja, não conversávamos muito mais os poucos diálogos nossos, foram suficientes para que eu assimilasse cada traço de suas palavras, pois sempre ficava algo guardado em minha memória.
Eu ouvia muitas de suas pregações sempre quando estávamos reunidos em encontros jovens; em movimentos da Igreja Católica e em encontros de ruas (nas Terça-feira), onde ele sempre pregava o Evangelho com sua solicitude, seus gestos simples sem timidez em pé mas firme, procurava inclinar sempre suas pernas e recordo que ele gostava muito de cruzar seus dedos apoiando-os acima de sua barriga.
Lembro-me que houve uma época que eu estudava no Colégio Fernado Ferrari que localizava-se nas dependências da Escola Custódio Pessoa. Eu estudava a 7ª Série e ele a 8ª Série, não estou bem certo o ano, acredito que foi em 1979. Não começávamos muito mas em alguns intervalos das aulas, parávamos alguns momentos para debater sobre alguns assuntos que nos interessavam. Recordo, que éramos apelidados pelos nossos colegas, onde eles nos chamavam de: Padre, Profeta, o Prometido, Bajulador do Padre e etc. Muitas vezes, nos faziam algumas perguntas indecentes tudo isso por sermos ligados à Igreja Católica, mas não ligávamos.
Certa vez algo me chamou a atenção e me fez refletir, grande era aquela inteligência. Nós estávamos sentados nos degraus do colégio no intervalo das aulas se não me falha a memória, era uma Segunda-feira, não me recordo o mês, o Everaldo me fez uma pergunta sobre a segunda leitura da celebração da Santa Missa no Domingo passado que foi a Carta de São Paulo aos Romanos, Cap. 8,35-39. Ele perguntou o que eu achei da Leitura. Tentei comentar e explicar o que eu havia entendido sobre o que a Leitura queria dizer mas de certa forma eu não me lembrei do conteúdo daquela leitura e para minha surpresa, ele descreveu para mim, toda a leitura e sem olhar para o Jornalzinho da Missa ou para a Bíblia e além disso, explicou para mim toda a leitura. Fiquei maravilhado com tamanha inteligência e simplicidade daquele jovem.
Que Deus o tenha eu seu seio eterno
Que Deus tenha misericórdia de cada um de nós.

(Paratibe, 19 de Julho de 2005)
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“O Seminarista Everaldo” Depoimento da Srª Lindalva P. de Lima e Silva

Paratibe, 18 de Julho de 2005

O Seminarista Everaldo, nos deixou boas recordações do tempo de sua vida terrestre. Lembro-me dos encontros de irmãos que participávamos e certa vez em uma festa de Pentecostes em Escada, Pernambuco, lá estava aquele jovem participando entusiasmado e dançando a ciranda cantando “Segura a rama, não deixe a rama cair . . .”
Sem contar que ele era um bom amigo, um ótimo filho e excelente Cristão. Bem mereceu o céu para descanso espiritual pois na terra, soube doar de si, tudo de bom.
Recordo que em dezembro de 1990 em minha festa de bodas de prata (25 anos de casada) na Igreja Santa Elizabete em Paulista, eu havia convidado o Seminarista Everaldo e seu amigo Lenilson para prestigiarem conosco as festividades e eles falaram que se fosse do agrado de Deus, com certeza estariam presentes. Foi exatamente no dia de minha festa de agradecimento por minhas bodas de prata que realizou-se a missa de sétimo dia do falecimento deles. Lá estava a família, parentes e amigo em luto, O Pe Antônio me chamou e disse que não tinha condições de celebrar a missa em homenagem aos meus vinte e cinco anos de casamento e eu falei para ele que ele não iria celebrar a morte e sim a ressurreição. Ele apertou minha mão e fez as duas celebrações em uma só. Uma foi a missa de sétimo dia do falecimento do Everaldo e do Lenilson e ao mesmo tempo em homenagem às minhas bodas de prata. Agora encerro, não por falta de assuntos pois se eu fosse falar tudo, iria preencher várias páginas

(Paratibe, 19 de Julho de 2005)

O interessante do depoimento de Dona Lindalva, não sei se os leitores perceberam, foi que, quando ela fez o convite para o Everaldo e para o Lenilson comparecerem em sua festa de bodas de prata, eles disseram que se fosse da vontade de Deus, com certeza estariam presentes e justo no dia da celebração da missa em homenagem às bodas de prata de dona Lindalva, realizou-se a missa de Sétimo dia do falecimento de Everaldo e Lenilson. Acredito que mesmo sem estarem presentes fisicamente naquela missa, Deus permitiu que eles estivessem presentes espiritualmente.

(Paratibe, 19 de Julho de 2005)
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“O que me faz lembrar Everaldo”Depoimento da prima e amiga: Maria do Socorro Nascimento (Nenen)

Paratibe, 06 de Julho de 2005

Eu morando em Montadas (Paraíba) e ele em Paulista (Pernambuco) sempre que viajava para a Paraíba, ia nos visitar. Sempre muito alegre e brincalhão, com tudo, ele fazia uma piada e era muito bom está com ele. Riamos muito com suas piadas, tudo era alegria, tudo era festa.
Eu o admirava muito. Sempre vi em Everaldo, um jovem de muita fé e muito verdadeiro. No início do ano de 1990, papai faleceu e ele estava chegando da Argentina, em um domingo pela manhã, eu me encontrava em minha residência em Paratibe e estava debulhando feijão verde na porta da cozinha e quando menos espero, Everaldo chega e senta-se ao meu lado e começa a debulhar feijão junto comigo e falando sobre papai e lembrando de tantas coisas boas e saudosas que vivemos na infância e na adolescência em nossa querida Montadas. No meio de nossa conversa, ele falou que tinha sido ele quem havia dado a notícia da morte de papai à Zosto em Pesqueira e a conversa se estendeu sobre a ordenação sacerdotal do mesmo e o que iríamos fazer para assistir a ordenação. Já mais imaginávamos que depois da ordenação e ao assistir a primeira missa celebrada pelo nosso primo Zosto em Montadas, o que ia acontecer com o Everaldo no retorno para Pernambuco e qual seria o destino de sua vida. Mas Deus sabe o que faz.
Temos que continuar com a nossa fé cada vez mais forte e agradecer a Deus por ter tido Everaldo em nosso convívio por um bom tempo e devolvido a Deus, no tempo certo.

(Paratibe, 22 de Julho de 2005)
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“Lembranças que tenho” Depoimento do primo e amigo: José Ramalho do Nascimento

Paratibe, 10 de Julho de 2005

Quando eu tinha dez anos de idade, lembro que em nossa casa no Sítio Campos de Montadas, veio nos visitar, um jovem rapaz seminarista. Era um jovem alto, simpático, brincalhão e carismático. Nas lembranças que eu tenho do Everaldo, ele era um jovem que aparentava ser muito feliz pois refletia em sua face, a alegria do Espírito Santo. É assim que lembro do nosso primo e amigo, Everaldo Custódio.

(Paratibe, 22 de Julho de 2005)
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“Católico Fervoroso” Depoimento do amigo Everaldo Andrade da Silva

Paratibe, 24 de Julho de 2005

Ainda bem jovem, recém chegado do interior, comecei na labuta (a trabalhar) com o objetivo de obter recursos para suprir minhas necessidades financeiras. Fiz de tudo, desde fazer “mandados ”, até cobrar Kombi lotação. Porém um certo dia, fui convidado pelo Sr. Francisco Justo (Chico do mercado) para trabalhar em sua mercearia. Naquela época , eu já tinha outras experiências até porque, há havia trabalhado em outros locais, porém o emprego mais sadio, foi o da mercearia do Sr. Francisco, pois lá, prevalecia o respeito e o companheirismo. E foi exatamente naquele local, que tive a honra de conhecer o Everaldo, sendo ele uma figura ímpar (incomparável). Apesar de nossa divergência religiosa, pois ele era católico e eu simpatizante do protestantismo, nunca houve nenhum tipo de problema em nosso relacionamento. Amigo leal, figura carismática, ótimo companheiro, homem sem maldade, católico fervoroso e acima de tudo, uma figura espetacular. Lamentavelmente, ele teve uma estadia tão precoce aqui na terra, porém onde ele estiver, estará com Deus pois entre nós só nos deixou boas recordações.

(Paratibe, 26 de Julho de 2005)

O SONHO



Everaldo EM SONHO um ano após sua morte



Paratibe, 13 de Dezembro de 1991 (2:04 da manhã)



Hoje, tive um sonho com Everaldo, foi o sonho mais interessante relacionado a ele, por isso resolvi escrever, pois estava com medo de esquecer ao amanhecer.

Na noite passada, não conseguia pegar no sono, demorou muito para eu adormecer, logo que dormi sonhei.
No sonho, lembro que eu andava de bicicleta por uma rua meio escura, quando de repente passei por dois rapazes, um era alto, cabelo penteado de lado, vestindo uma calça comprida bege e uma camisa branca com listras finas de cor azul; o outro era mais baixo, magro, moreno, cabelos curto e percebi que era Ivo (uma amigo nosso), o Ivo cumprimentou-me e eu respondi, mas como estava pedalando muito rápido a bicicleta, não deu para parar. Mais adiante pensei, que rapaz para parecer com Everaldo, foi quando ouvi ele perguntar a Ivo: _Aquele é Eriberto? Ivo falou que sim, então ele disse: _Chame-o, que preciso falar com ele. Ivo chamou-me imediatamente e voltei em seguida. Reconheci que realmente era Everaldo, ele me cumprimentou falando assim: _Oi Eriberto, tudo bem? quanto tempo. Eu respondi que estava tudo bem, então ele disse que queria falar comigo, mas em um lugar que não tivesse ninguém, pois não queria que as pessoas pensassem que eu estava falando com o vento. Fomos a procura de um lugar e achamos, parecia um local de feira, pois havia muitos bancos de madeira, Nos sentamos em um deles e ele falou: _Pode perguntar o que quiser, e o que for possível, eu responderei. Recordo que naquele instante percebi que o Ivo, já não fazia mais parte do meu sonho, então comecei as perguntas:
1. Everaldo, as pessoas quando morrem, ao deixar este mundo, podem voltar ou sabem alguma coisa sobre ele?
Resposta: Não, quando uma pessoa morre, fica isolada do mundo, não vê nada, nem sabe nada sobre o mesmo, porém, depois do final de cada mês eu tenho permissão de saber como está minha família , ou seja, os que deixei pois não faço mais parte do mundo que vives, por isso minha família agora é a que está aqui.
2. Onde tu estais, existe dia e noite?
Resposta: Não, aqui só existe dia, mês e ano, noites são as trevas e aqui não há trevas.
3. Quantos dias tem um mês e quantos meses tem um ano, onde estais?
Resposta: Aqui um mês é composto por cinqüenta de 50 dias e um ano é composto de 100 meses.
4. O que tu fazes aí?
Resposta: Aqui tenho minha missão, só não posso falar qual é, sei que és curioso, mas nem tudo que queres saber posso te falar, tudo que falo foi pré-determinado por ordem superior.
5. Everaldo, há alguma forma de você voltar?
Resposta: Ninguém deste mundo que te encontras pode atravessar a porta dimensional e depois voltar, há um imenso abismo que separa-nos, só posso entrar em contato contigo através de sonho, pois pelo sonho há uma maneira de comunicar-me com todos sem precisar sair daqui e isso só depois que completo cada missão.
6. O Ivo sabe que estais em contato comigo? Ele sonhou contigo também?
Resposta: Ele sonhou e sabe de tudo, mas esquecerá quando acordar, por favor não comente nada com ele, eu te peço.
Lembro-me que ele pediu isso dando o parecer que não queria de forma alguma que eu comentasse isso com o Ivo, pois me pediu três vezes.
7. Você sabe me dizer, da nossa família, quem será o próximo à partir para onde estais?
Resposta: Não posso te dizer isso, tenho uma relação do que posso e o que não posso te dizer, o que perguntas nem está na relação, nem eu sei dizer, só Ele, só Ele é quem sabe de tudo.
Diante da expressão de Everaldo: “só Ele, só Ele é quem sabe de tudo”, recordo que ao falar, apontava o dedo indicador da mão direita para cima como querendo passar para mim imagino que o “Ele” relacionado pelo Everaldo, se referia unicamente à Deus.
Aqui estão as sete perguntas e respostas que lembrei-me, tudo por ordem e do mesmo jeito que aconteceu no sonho. Depois da ultima pergunta respondida, acordei-me, ou seja, pensei que havia acordado mas estava em outro sonho. Como falei anteriormente, eram dois sonhos, sem pausa, acordei mas acordei no outro sonho.
No outro sonho, eu era solteiro e morava com meus pais. Lembro-me que eu me encontrava sentado na cama, e nem imaginava que ainda estava sonhando e fiquei meditando e falei baixinho para mim mesmo, puxa, que sonho eu tive com o Everaldo, quando terminei de dizer isso, ele apareceu em minha frente novamente e falei para ele: Everaldo, você aqui? mas como?, ele respondeu, “Voltei porque esqueci de te lembrar algumas coisas: Não esqueça de nada que te falei pois, o que foi dito não será repetido”. Ao dizer aquelas palavras, pegou um pedaço de papel em forma de coração e disse: “ A outra coisa eu não vou falar pois, você pode esquecer e isso, de forma alguma poderá acontecer por isso , vou escrever nesse papel e em seguida o colarei na parede e irei embora, porém só poderás lê-lo amanhã quando acordares”. E assim o fez, escreveu algo no pedaço de papel, depois colou na parede em um ponto bem alto e por último falou: “Quando você acordar pela manhã e lê o papel, ele será destruído e ninguém poderá ver minha assinatura, pois eu não posso escrever”. Depois que ele disse isso, sumiu da mesma forma que apareceu. Lembro-me que no sonho, minha mãe escutou eu falando e veio ver o que estava acontecendo e eu falei que estava com perturbação e dor de cabeça e por isso não conseguia dormir, ela foi até a cozinha e preparou um chá e me deu, dizendo beba e procure descansar e dormir que irás melhorar. Fazendo isso, ela foi deitar, escutei meu pai perguntando para ela o que tinha acontecido comigo, e ela falou que eu estava com dor de cabeça e que tinha me dado um chá e que pela manhã, eu estaria melhor. No sonho, quando minha mãe foi deitar-se, eu fiquei com vontade de ir ver o que estava escrito naquele pedaço de papel em forma de coração mas lembrei-me que Everaldo havia falado que eu só podia ler quando me acordasse pela manhã, então fiquei matutando: Como é que vou saber o que está escrito, se ao acordar pela manhã, não irei ver nenhum papel, fiquei muito encucado e sem saber que ainda estava sonhando, pensei comigo mesmo:_ Everaldo disse que não podia falar comigo, só através de sonho, e como é que ele apareceu? adormeci no sonho e acordei pela manhã ainda no sonhando, olhei e vi o papel em forma de coração colado na parede, levantei-me, descolei-o da parede e li o seu conteúdo. Nele estava escrito:
‘Não esqueça, venho em Dezembro, diga a catequese’
não entendi direito, não o que estava escrito, e sim, o que significava. Corri e fui até a rua, meu pai e minha mãe estavam sentados na calçada fui contar a eles o que havia acontecido comigo, pois no sonho, como citei anteriormente, eu morava com eles. Contei que tinha visto Everaldo e que conversei com ele, eles não acreditaram em mim, minha mãe falou: _ Você estava doente, e imaginou tudo isso. Eu falei que não estava doente e que era apenas um disfarce, naquele instante, lembrei-me do papel e disse a eles que tinha uma prova, falei que Everaldo tinha escrito em um pedaço de papel em forma de coração algo interessante e esta era minha prova. O meu pai pediu o papel para ler, e eu não notei que enquanto falava com meus pais, estava com uma tesoura na mão, e distraído conversava e ao mesmo tempo picava o pedaço de papel, quando percebi o papel estava totalmente picado, e não se via mais nenhuma letra. Nesse momento lembrei-me que Everaldo havia falado que o papel seria totalmente destruído, e que ninguém poderia ver sua assinatura e nem tão pouco o que havia escrito, por que ele não podia escrever.
Depois disso, acordei-me para a realidade e dessa vez não estava mais sonhando, nesse momento percebi que havia sonhado duplamente e sem pausa, só aí foi que compreendi tudo. Não sei o real significado desse sonho, só sei que o mesmo aconteceu da mesma forma que foi contado. Com sono e sem coragem de levantar-me, fiquei pensando no que ele havia falado, ‘Não esqueças, o que foi dito, não será repetido’, por isso resolvi levantar-me e escrevê-lo, para não esquecer.”
(Paratibe, 13 de Dezembro de 1991, 03:03 da manhã) Eriberto Custódio
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(Digitado por: Gleibson Roberto Alves Custódio - Abril / 2005)

sexta-feira, 20 de julho de 2007

terça-feira, 10 de julho de 2007

A P R E S E N T A Ç Ã O

Esta obra tem o objetivo de mostrar aos queridos leitores, a importância que ocupamos dentro da sociedade em que vivemos. Quando valorizamos nossas raízes e procuramos respeitar e conviver da melhor maneira possível com o nosso semelhante, independente de classe social, religião, raça, cultura, etc. estamos provando para nós mesmo, que entendemos o real valor de nossa vida e de nossa passagem por este mundo. Se antes você já percebia tudo isso, acredito que ao ler este livro, irá compreender de forma mais ampla, o motivo de sua existência. Para melhor entendimento, procurei dividir o livro em três partes, cada parte por sua vez, foi dividida em tópicos.
A primeira parte, fala sobre alguns dos meus antepassados, sobre meus avós paternos e maternos e sobre alguns dos meus parentes.
A segunda parte, relata um pouco sobre a história de minha família, aprofundando-se na história do meu irmão Everaldo Custódio, considerado por si mesmo, como: “O pregador Jovem Católico”, onde ele mesmo conta através dos seus diários de 1989 e 1990, como foi seu Noviciado na Argentina e no Uruguai. Vou registrar também, diversos poemas e pensamentos de sua autoria, como também, depoimentos de diversas pessoas que o conheceram.
Na terceira parte, os leitores poderão apreciar, meus reflexos melódicos. Composições e Poesias, inéditas de minha autoria onde as mesma, nunca foram publicadas antes. Os leitores também tomarão conhecimento sobre alguns dos descendentes de nossos antepassados, Comentários, Conclusão e Resumo Bibliográfico.
Como o foco principal do livro, é Everaldo Custódio, detalharei sua história com mais intensidade de modo que o número de tópicos necessários para os registros, foi bem maior que o número de tópicos utilizados nos registros de outros membros de nossa família.
Vou relatar fatos relacionados à alguns dos nossos antepassados, alguns acontecimentos que marcaram a História de nossa geração, em seguida aprofundar-me na vida do meu irmão Everaldo Custódio, um jovem seminarista que desde cedo, dedicou-se à vida religiosa pois seu desejo, era um dia, ordenar-se padre.
Muitas pessoas, conheceram Everaldo Custódio. Outras pessoas, mesmo convivendo com ele, não o conhecia de verdade. Este livro vai dar oportunidade à todos que conviveram com ele, saberem muito mais sobre os acontecimentos que marcaram sua vida.
Everaldo Custódio, tinha um jeito especial de conquistar as pessoas. Era simples, calmo e sincero, sua maneira especial de conversar, transmitia carisma à todos que o escutavam, não precisava muito esforço para conquistar crianças, jovens e adultos, era muito legal e onde chegava agradava.
Pedi forças e inspiração à Deus, para que através do meu trabalho, eu conseguisse mostrar à todos, quem foi Everaldo Custódio. Nossos antepassados, origem da família Custódio, pensamentos, poesias, depoimentos e muito mais.
Seria impossível relatar tudo porém, procurei dedicar-me ao máximo para que os leitores pudessem entender os mínimos detalhes e para que este livro não se tornasse cansativo.
Contarei agora de forma resumida como vai ser o livro e como surgiu a idéia de escrevê-lo.
Vou descrever a História verídica de um Jovem religioso, e nessa História, iremos encontrar nomes de pessoas que tiveram muita importância para que a mesma se tornasse realidade, entre essas pessoa, todos vão perceber, que aquele Jovem, que atendia pelo nome de Everaldo Custódio, não só é o foco principal deste livro, com também ele é o próprio livro, pois mesmo tendo deixado este mundo há vários anos, continua fazendo parte da vida de cada um de nós.
O livro foi Baseado em entrevistas, depoimentos e pesquisas, onde o mesmo, foi se concretizando aos poucos. Algumas informações podem não terem sido passadas corretamente, por esse motivo quero de início pedir desculpas aos parentes, se ao lerem o livro, encontrarem alguns equívocos que não estejam dentro da realidade de suas vidas.
Fiquei muito emocionado quando comecei escrevê-lo, quanto mais me aprofundava nas pesquisas, mais me sentia motivado e procurava envolver-me o máximo pois sentia necessidade de descobrir mais detalhes sobre nossa origem.
A idéia de ter um livro que contasse a História de nossa origem, surgiu aproximadamente no ano de 1984. Sempre tive curiosidade de saber detalhes sobre nossos antepassados e por não conhecer todos os meus parentes, surgiu a necessidade de escrevê-lo.
Eu junto com o meu irmão, tínhamos a esperança de um dia nosso sonho tornar-se realidade, naquela época, não comentávamos o assunto com ninguém pois era apenas um sonho.
As pesquisas começaram com uma entrevista que fiz com minha tia Josefa Maria de Santana Lima (Tia China), ela era a última pessoa viva dos irmãos do meu avô paterno “Custódio José de Santana”. Eu tinha curiosidade em descobrir porque o sobrenome do meu pai não era “Santana” como o do meu avô, pedi então a ela que me falasse um pouco sobre o meu avô; o motivo do nosso sobrenome ser “Custódio” ao invés de “Santana”; como foi ele e as divisões da família entre os Estados de Pernambuco e Paraíba. O que ela me contou, foi de muita importância e confesso que foi através de suas palavras que me senti mais motivado à dar início a este trabalho.
Demorei muito tempo para realizar meu sonho, escrever um livro não é brincadeira é uma responsabilidade imensa principalmente quando se trata de um livro Biográfico. Meu irmão iria me ajudar pois, este trabalho seria de nossa autoria em homenagem a nossa família, nem se passava em minha mente que um dia o livro seria em sua própria homenagem. Crescemos juntos, nossa infância foi ligada a natureza, ele se preocupava muito com cada um de nós. Embora já não faça mais parte deste mundo, vou dar oportunidade à todos que se interessarem, de saberem, quem foi ele e quais eram seus ideais.
Todos irão conhecer alguns versos e pensamentos da autoria do Everaldo, da autoria do nosso avô paterno Custódio José de Santana, de minha autoria e de autoria de outros parentes. O livro também vai mostrar fotografias de pessoas, lugares, monumentos, etc. Os leitores irão ficar impressionados com os depoimentos de algumas pessoas que conheceram o meu irmão e que acompanharam de perto toda sua trajetória religiosa, vou contar um pouco sobre da história de Montadas, cidade onde ele nasceu e também sobre Paulista, a cidade onde ele foi criado.
Este livro inicia-se com os antepassados de Custódio José de Santana, meu avô paterno e a viagem que o fez deixar o Estado de Pernambuco em busca de vitória no Estado da Paraíba. A história dos antepassados do meu avô paterno, está resumida. Procurei encaixar os fatos encontrados por meios de pesquisas, à alguns acontecimentos e datas que marcaram a História do nosso País para que assim, esta obra se tornasse mais interessante.
A História da origem de nossa família está dividida entre Pernambuco e Paraíba por isso, quero pedir à todos que conheceram Everaldo Custódio e também às pessoas que não tiveram o privilégio de o conhecer, leiam o livro com muita atenção, penetrem e aprofundem-se o máximo na leitura, tenho certeza que mesmo os que não gostam de ler, irão sentir-se tão entusiasmados que não largarão o livro enquanto não terminarem a leitura do mesmo e acredito, que as pessoas que não o conheceram, quando concluírem a leitura do livro, irão se sentir como se o tivessem conhecido.
DEDICAÇÃO
Dedico esta obra, à uma pessoa muito especial que marcou minha infância e que contribuiu bastante para que a mesma tornasse-se realidade, seu nome é Josefa Maria de Santana “Minha Tia China”. Que Deus tenha reservado para ela um lindo lugar. Dedico também a minha família pelo companheirismo e por fazerem parte comigo desse trabalho e para finalizar, à todos que acreditaram no mesmo.

Eriberto Custódio