sexta-feira, 27 de julho de 2007

DEPOIMENTOS

DEPIMENTOS DE AMIGOS E PARENTES

Neste tópico, os leitores irão tomar conhecimento de alguns depoimentos de amigos, familiares e parentes que falam um pouco em relação ao jovem Everaldo Custódio contando o que ele representou em suas vidas. O primeiro depoimento que recebi, foi o de Rosane Valéria, uma pessoa pela qual meu irmão tinha grande amizade.

“Amigão”, Depoimento da amiga Rosane Valéria"

Paratibe 11 de Setembro de 1996

“Era assim que eu o chamava carinhosamente devido nossa grandiosa amizade. Everaldo Custódio, Pregador Jovem Católico, uma pessoa pura, sincera, trabalhadora, ... se eu for numerar as suas qualidades, são muitas. Ele era muito especial e eu me orgulho de ter sido uma de suas amizades.
Nossa amizade, teve início na adolescência, por volta do ano de 1977, eu com onze anos e ele com quinze. O conheci durante uma Via Sacra nas casas de fieis rezando o terço, escutando o evangelho onde o Everaldo, já começava a pregar, foi ele quem me ensinou rezar o terço, daí então, eu fui o conhecendo cada vez mais.
Com o passar dos anos, nossa amizade foi se fortalecendo ainda mais. Na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, na Cruzada com Mãezinha coordenando, no Clube de Mães que tinha por traz da igreja católica e depois no grupo de Jovens Marianos de Paratibe o JOMAPA, onde sempre nos reuníamos aos domingos, para escutar a Palavra de Deus, estudar a Bíblia e aprender por em prática, o que ouvíamos nos Evangelhos. Levávamos comidas e roupas para as famílias carentes de nossa comunidade, cantávamos hinos de louvores e rezávamos. Everaldo, sempre pregava nessas ocasiões e participava nas celebrações das missas. Foi assim que ele descobriu que sua verdadeira vocação, era o SACERDÓCIO.
Todos o respeitavam, o admiravam e gostavam muito dele pois ele, sabia conquistar crianças, jovens, adultos e anciões.
Lembro-me que ele escreveu numas cadernetas, alguns versos cristãos com títulos diversos e pedia para eu lê-los e responder os questionários anexos e em seguida, entregar-lhe as respostas. Sempre que eu precisava, lá estava ele para me ajudar, para conversar e me compreender.
Everaldo, ingressou no seminário de Camaragibe e de Jardim Paulista onde foi seminarista da congregação SCJ, Sagrado Coração de Jesus. Ele viajou certa vez para a Argentina com outros seminaristas nos deixando saudades mas sempre, me mandava cartões e cartas.
Para nossa tristeza, um dia, ele viajou de vez!
Everaldo, “PROFETA”, porque profetizou sua própria morte dez dias antes do trágico acidente de ônibus
Everaldo Custódio, Anjo Custódio.
Amigão insubstituível e inesquecível.
Descansa em paz!
Mas como nos faz falta!
É incrível como sinto sua presença!

Saudades,
Sua amiga, Rosane Valéria

(Digitado por: Eriberto Custódio - Abril / 2005)
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“Verinho” Depoimento de nossa Irmã, Maria Suzana Custódio da Silva

Paratibe 21 de Junho de 2005

Coisas que me fazem recordar do meu irmão Everaldo, que carinhosamente eu o chamava de “Verinho”.
Tudo que vivemos e compartilhamos, foi muito importante, mas o mais marcante foi a nossa infância e adolescência... Há quantas recordações... As brincadeiras, o estudo, o trabalho, o lazer que era integrado a tudo isso e as nossas práticas religiosas. Um exemplo disso, foi quando Everaldo, uma vez convidou-me para irmos participar das festas dos padroeiros de Igarassu (São Cosme e São Damião). Como agente gostou! Como nos alegramos ao participarmos da procissão dos dois santos junto a aquela multidão de pessoas tão fervorosas e simples. Depois fomos curtir a freirinha de coisas típicas da nossa gente, a visita ao Museu de Igarassu, quanto aprendizado. Everaldo, se empenhava muito mesmo de corpo e alma em tudo que pensava, que falava e que fazia. Era como se ele soubesse no seu inconsciente, que logo se despediria desse mundo. Ele tinha pressa de aprender o máximo possível, tudo o que pudesse (tudo sobre tudo) e tinha muito prazer em ensinar para todos, o que aprendia. Ele sempre foi assim, o que tinha e o que aprendia de bom, compartilhava com todos os que se relacionavam com ele. Ele adorava me ensinar e falava para mim assim:
__” Tudo que eu aprender, eu ensino para você. Eu compartilho com você, no retorno da Argentina”.
Das cartas que ele me escrevia da Argentina, tem uma em que ele me chama de: “Minha Pérola da rua da Palmeira!” (Noviciado na Argentina)
Outra coisa que me comove muito quando eu lembro, São os terços da Bandeira, todas as noites que Everaldo e eu íamos participar nas casas dos moradores de Paratibe (bairro onde moramos e nos criamos. Everaldo se preparava bastante durante o dia lendo a Bíblia para na celebração do terço, depois da leitura do Evangelho esperar ansioso o convite para pregar a palavra de Deus para as pessoas da casa onde estava a Bandeira de Nossa Senhora de Fátima e convidados. As vezes, eu nem estava com muita vontade de ir mas, eu ia assim mesmo para agradar a ele. O que mais eu gostava, era ver e ouvir ele pregar. As vezes ele até me convidava para eu pregar também porém, eu recusava, pois, além de ser tímida, eu não me sentia preparada, ainda não era o meu tempo. Lembro-me que até na hora rezar um mistério do terço, eu errava algumas Ave Marias por causa do meu nervosismo.
Quando agente não ia para algum terço, (não sei bem o motivo) íamos para a igreja e lá nos reuníamos na sacristia da igreja: eu, ele e o Zeca (falecido). Na época, Zeca era violonista da igreja. O Zeca acompanhava com o violão, as músicas (louvores) compostas e cantadas pelo Everaldo, e as mesmas eram gravadas em fitas cassetes, eu também cantava junto com o Everaldo. O Zeca, tocava violão e por sinal muito bem. Por falar nisso, não sei que fim levaram as fitas com seus hinos gravados. Não recordo as letras das músicas, só me lembro do refrão de umas de suas canções :
“Eu nasci pra padecer
Padecer nos ensina,
Com paciência padecer
Pela salvação sofrer.”
Everaldo, sempre foi para todos e em especial para mim, uma pessoa muito carinhosa, gentil, educada, atenciosa, alegre, divertida, companheira, inteligente, responsável, criativa, dinâmica, estudiosa, trabalhadora, pacífica, humilde, emotiva, justa e sobretudo um ótimo e autentico jovem pregador como ele mesmo assinava “Everaldo Custódio P.J.C. Pregador Jovem Católico.
Uma coisa que também muito me emociona é quando me lembro que todas as vezes que nós nos encontrávamos, nos cumprimentávamos com um abraço muito forte e barulhento, pois eu dava umas tapas leves em suas costas e dizia: Meu marmanjão! (que para mim, queria dizer: Meu irmão grandalhão). As visitas dele aqui em casa, eu dizia que eram visitas relâmpagos pois ele demorava pouco tempo conosco, pois tinha muitas pessoas para visitar.
Lembro uma vez que fomos ao Recife e ele queria me ensinar a andar por lá pois eu tinha dificuldade em andar sozinha no Recife ( como ainda tenho). Foi uma aventura e tanta! Só que nos distanciamos um bocado do centro e quando ele percebeu, estávamos indo em direção a Boa Viagem a pé. Everaldo, felizmente percebeu que estávamos andando em direção errada percebemos e falo: __ Suzana, estamos perdidos (ainda lembro da cara de espanto dele) Veja a posição do sol ele está no Oeste. Onde ele se Põe. Estamos indo em direção à Boa Viagem! Vamos perguntar a alguém onde pegamos ônibus para o centro da cidade.

(Paratibe, 22 de Junho de 2005)
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“Filho e Amigo” Depoimento de nossa Mãe: Maria Elizete Custódio

Paratibe 22 de Junho de 2005

Everaldo, não só foi um bom filho, foi também um bom amigo que marcou nossa vida para sempre. Só tenho que agradecer ao bom Deus pela pessoa maravilhosa que meu filho Everaldo foi. Espero que de onde ele estiver, rogue à Deus por todos nós e pela minha saúde.
Everaldo não foi criado para este mundo, e sim para o nosso Pai que está no céu. Ele era devoto de Nossa Senhora. Creio que Maria a mãe de Jesus, não desampara ele.
Everaldo, em sua infância, nunca me deu trabalho, era um bom menino, ativo, respeitador e trabalhador. Onde ele chegava, reinava a paz e a alegria que ele trazia em seu coração. Quanto aos trabalhos que ele realizava, quando recebia o dinheiro, dava-me a maior parte. Algumas vezes quando ele me dava algum dinheiro que ganhava com os trabalhos por ele realizados, dizia: “Mamãe, compre um vestido para a senhora”. Everaldo, também gostava muito de cantar e de escrever versos para Nossa Senhora. Quando ele era criança, e minha mãe Luzia o levava para o catecismo, ele acabava ensinado também as outras crianças, tudo o que aprendeu com ela. Era um menino muito obediente e amava à todos. Fez sua primeira comunhão aos oito anos de idade junto com sua irmã Leonete na Capela Nossa Senhora de Fátima em Paratibe.
Minha mãe, além de ser sua avó, era também madrinha de batismo dele e foi também sua primeira professora e catequista. Para ele, ela era uma segunda mãe e acostumou desde pequeno, chamá-la de “mãe” quanto a mim ele me chamava de “mamãe”. Uma das músicas que Everaldo gostava de cantar e ouvir, era: “Mãe do céu morena / Senhora da América Latina / De olhar e caridade tão Divina / Derrama sobre nós as tuas graças”. Até hoje eu me recordo e me emociono quando escuto esta música.

(Paratibe, 23 de Junho de 2005)
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“Irmão e Amigo” Depoimento de Eriberto Custódio

Paratibe 23 de Junho de 2005

Na realidade, todos os conteúdos que escrevi neste livro em relação ao meu irmão Everaldo Custódio, trata-se de ricos depoimentos de minha pessoa para a pessoa dele. Mesmo assim, sinto a necessidade de também dar meu depoimento pessoal em relação ao que ele simbolizou em minha vida.
Eu sempre fui unido ao meu irmão e gostava muito dele, nunca brigávamos pois não tínhamos motivos. Everaldo, realmente sempre foi uma pessoa calma e muito carismática pois sabia como conquistar as pessoas, desde o seu tempo de criança. Não tinha maldades e procurava fugir das coisas ruins ignorando-as e não deixando que as mesmas interferissem em sua vida familiar e cristã.
Fiquei muito triste quando recebi a notícia do seu falecimento, lembro-me que na época eu estava desempregado e construindo minha casa aqui em Paratibe e morava com minha esposa na casa de sua irmã (minha cunhada Wanderli) na rua São Bento em Paulista Centro. Eu me encontrava ainda na casa de minha cunhada me preparando para vir dar andamento na construção de minha casa, quando o meu cunhado José Amaro, esposo de minha irmã Suzana, chegou e meio sem jeito, deu-me a triste notícia. Ele falou para mim: _“Eriberto, o Everaldo e Lenilson estão com Deus”. Eu não entendi e perguntei: _Mário não estou entendendo, como assim, com Deus? Ele disse: _“Sim, com Deus. pois, eles foram vítimas de uma acidente”. Quando ele falou acidente, eu imaginei que tinha sido na kombi do seminário pois o Everaldo estava aprendendo a dirigir, nem passava em minha mente que o acidente havia acontecido na Paraíba, pois naquele momento para mim, o Everaldo já havia voltado de viagem desde a Segunda-feira e como já era Quarta-feira, eu estava até pensando em ir até o seminário em Jardim Paulista, para visitá-lo e saber dele com tinha sido a viagem. Meu, cunhado então completou, que o Everaldo e o Lenilson, tinham sido vítimas de um choque entre os dois ônibus da Progresso quando retornavam de Campina Grande no dia anterior (11/12/1990) por volta das 17:30hs. Para mim, aquela notícia, foi uma abalo imenso e demorei alguns segundos para aceitar que o meu irmão, já não fazia mais parte deste mundo. Quando fiquei mais calmo, procurei me controlar, pois tinha que ir até a escola que minha esposa ensinava para dar a notícia à ela e falar com a diretora da escola, para liberá-la pois tínhamos que nos preparar para vir à paratibe para esperar a chegada dos corpos que vinham de Campina Grande. Foi uma perda imensa e muita triste, não só para nós da família, parentes e amigos como também, para comunidade de Paratibe, que o conhecia desde que ele era criança. Para mim, foi uma dor muito grande que guardei em silêncio pois de certa forma, minha infância, foi toda ligada ao Everaldo e tudo que acontecia com ele: seus sofrimentos, desejo de vencer, trabalhos, religiosidade, estudos, viagens e seu jeito especial e simples que mexia com cada um de nós; foram marcas profundas deixadas por ele.
Lembro-me que um certo dia (Acredito que nessa época, o Everaldo ainda não havia ingressado no seminário), minha mãe questionava com meu pai dizendo que achava que ele gostava mais de mim de que do Everaldo pois via ele mais apegado a mim. Eu falei para minha mãe que era engano dela e que eu sentia que meu pai gostava igualmente de mim e de Everaldo. Meu pai sempre foi muito católico e Everaldo também e dessa forma os dois sempre se entendiam e meu pai gostava muito dele por isso. Já eu, desde pequeno, freqüentava a igreja católica mas não era, tão praticante quanto eles. Pelo outro lado, sempre me interessei por tudo o que meu pai fazia, admirando ele pelos seus feitos e procurando aprender muito com ele. Era isso que fazia com que ele se apegasse a mim pois via eu interessado em aprender tudo o que ele fazia. É por isso que eu dizia a minha mãe que meu pai gostava igualmente de mim e de Everaldo onde para cada um de nós, ele tinha um gostar diferente e especial.
Diante de muitas coisas que acontecem entre eu e meu irmão Everaldo Custódio, durante nossa infância e durante nossa fase adulta, eu não poderia deixar de escrever este livro em sua homenagem e mesmo sabendo que ele não está mais entre nós materialmente, sinto que espiritualmente sempre seremos ligados de alguma forma e que meu compromisso com ele só será cumprido totalmente quando eu consegui concluir o livro mas, pretendo ir bem mais adiante e só me contentarei quando o livro estiver; concluído, editado e distribuído com todas as pessoas interessadas em adquiri-lo. Tanto as pessoas que conheceram o Everaldo, quanto as pessoas que mesmo sem ter o conhecido, e que tomaram conhecimento de sua existência um dia e através do livro irão sabre muito mais sobre ele.

(Paratibe, 23 de Junho de 2005)
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“Um anjo emprestado ” Depoimento de nossa irmã Celizete Custódio

Paratibe 07 de Julho de 2005

. . . Everaldo Custódio, quem foi?
Para quem o conheceu, impossível não ter nada para falar, para comentar. . . E para quem conviveu com ele no dia a dia, aí é que tem mesmo o que dizer ao seu respeito.
Na condição de irmã dele, sou suspeita para falar . . . “Verinho”, como era carinhosamente chamado por nós e por alguns parentes, não viveu muitos e muitos anos como nós esperamos viver, mas que nos seus 28 anos de idade vividos, deixou um pouco dele em cada um de nós e em cada pessoa que o conheceu e que conviveu com ele.
Quem foi Everaldo Custódio? Para mim, um anjo emprestado” que hoje está bem perto do nosso criador.
Sinto muitas saudades dele, mas compenso a saudade, na certeza de que ele está em um lugar maravilhoso, rogando à Deus por cada um de nós. Durante os anos que convivemos, só tenho lembranças boas. Algumas lembranças de sofrimentos vividos por ele nos anos que trabalhou , se doou para ajudar em casa, sem nunca reclamar de nada e sim aceitar tudo calado.
Nossa televisão preto e branco, estava quase sempre quebrada. O Everaldo, talvez para compensar a sua falta, com sua imaginação incrível, criava histórias, novelas . . .e narrava para nós todos os dias, sendo cada dia, um capítulo diferente. Entre outras brincadeiras que ele fazia para nos divertir. Ele era cômico, animado, simples, as vezes calado, ele era muito bom de coração, não era para ele ficar muito tempo neste mundo.
Durante pouco mais de um ano, morou na Argentina e lá fez seu noviciado. Sempre nos correspondíamos. Lembro que enviei para ele o convite do meu casamento que realizou-se em 16 de Julho de 1989, ele disse que não poderia estar presente, mas que batizaria um dos meus filhos . . .
A morte de Everaldo, chocou toda a nossa família, e os amigos e parentes presentes em sua vida, haja visto, que foi de repente, como está relatado no livro. . .
Aqui deixo meu depoimento resumido, assunto é o que não falta . . .
Aproveito a oportunidade para parabenizar o meu irmão Eriberto Custódio por esta iniciativa.

Quem foi Everaldo Custódio?
“Um Anjo Emprestado”

(Paratibe, 07 de Julho de 2005)
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“Um jovem especial” Depoimento do amigo Messias Francisco da Silva

Paratibe 07 de Julho de 2005

Ao jovem que viveu pouco tempo na terra mas tendo em si a simplicidade, timidez e seriedade em sua vocação deu testemunho da palavra de Deus, dando sua contribuição na evangelização onde almejava alcançar a salvação.
À princípio, nós não tínhamos muitas afinidades, ou seja, não conversávamos muito mais os poucos diálogos nossos, foram suficientes para que eu assimilasse cada traço de suas palavras, pois sempre ficava algo guardado em minha memória.
Eu ouvia muitas de suas pregações sempre quando estávamos reunidos em encontros jovens; em movimentos da Igreja Católica e em encontros de ruas (nas Terça-feira), onde ele sempre pregava o Evangelho com sua solicitude, seus gestos simples sem timidez em pé mas firme, procurava inclinar sempre suas pernas e recordo que ele gostava muito de cruzar seus dedos apoiando-os acima de sua barriga.
Lembro-me que houve uma época que eu estudava no Colégio Fernado Ferrari que localizava-se nas dependências da Escola Custódio Pessoa. Eu estudava a 7ª Série e ele a 8ª Série, não estou bem certo o ano, acredito que foi em 1979. Não começávamos muito mas em alguns intervalos das aulas, parávamos alguns momentos para debater sobre alguns assuntos que nos interessavam. Recordo, que éramos apelidados pelos nossos colegas, onde eles nos chamavam de: Padre, Profeta, o Prometido, Bajulador do Padre e etc. Muitas vezes, nos faziam algumas perguntas indecentes tudo isso por sermos ligados à Igreja Católica, mas não ligávamos.
Certa vez algo me chamou a atenção e me fez refletir, grande era aquela inteligência. Nós estávamos sentados nos degraus do colégio no intervalo das aulas se não me falha a memória, era uma Segunda-feira, não me recordo o mês, o Everaldo me fez uma pergunta sobre a segunda leitura da celebração da Santa Missa no Domingo passado que foi a Carta de São Paulo aos Romanos, Cap. 8,35-39. Ele perguntou o que eu achei da Leitura. Tentei comentar e explicar o que eu havia entendido sobre o que a Leitura queria dizer mas de certa forma eu não me lembrei do conteúdo daquela leitura e para minha surpresa, ele descreveu para mim, toda a leitura e sem olhar para o Jornalzinho da Missa ou para a Bíblia e além disso, explicou para mim toda a leitura. Fiquei maravilhado com tamanha inteligência e simplicidade daquele jovem.
Que Deus o tenha eu seu seio eterno
Que Deus tenha misericórdia de cada um de nós.

(Paratibe, 19 de Julho de 2005)
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“O Seminarista Everaldo” Depoimento da Srª Lindalva P. de Lima e Silva

Paratibe, 18 de Julho de 2005

O Seminarista Everaldo, nos deixou boas recordações do tempo de sua vida terrestre. Lembro-me dos encontros de irmãos que participávamos e certa vez em uma festa de Pentecostes em Escada, Pernambuco, lá estava aquele jovem participando entusiasmado e dançando a ciranda cantando “Segura a rama, não deixe a rama cair . . .”
Sem contar que ele era um bom amigo, um ótimo filho e excelente Cristão. Bem mereceu o céu para descanso espiritual pois na terra, soube doar de si, tudo de bom.
Recordo que em dezembro de 1990 em minha festa de bodas de prata (25 anos de casada) na Igreja Santa Elizabete em Paulista, eu havia convidado o Seminarista Everaldo e seu amigo Lenilson para prestigiarem conosco as festividades e eles falaram que se fosse do agrado de Deus, com certeza estariam presentes. Foi exatamente no dia de minha festa de agradecimento por minhas bodas de prata que realizou-se a missa de sétimo dia do falecimento deles. Lá estava a família, parentes e amigo em luto, O Pe Antônio me chamou e disse que não tinha condições de celebrar a missa em homenagem aos meus vinte e cinco anos de casamento e eu falei para ele que ele não iria celebrar a morte e sim a ressurreição. Ele apertou minha mão e fez as duas celebrações em uma só. Uma foi a missa de sétimo dia do falecimento do Everaldo e do Lenilson e ao mesmo tempo em homenagem às minhas bodas de prata. Agora encerro, não por falta de assuntos pois se eu fosse falar tudo, iria preencher várias páginas

(Paratibe, 19 de Julho de 2005)

O interessante do depoimento de Dona Lindalva, não sei se os leitores perceberam, foi que, quando ela fez o convite para o Everaldo e para o Lenilson comparecerem em sua festa de bodas de prata, eles disseram que se fosse da vontade de Deus, com certeza estariam presentes e justo no dia da celebração da missa em homenagem às bodas de prata de dona Lindalva, realizou-se a missa de Sétimo dia do falecimento de Everaldo e Lenilson. Acredito que mesmo sem estarem presentes fisicamente naquela missa, Deus permitiu que eles estivessem presentes espiritualmente.

(Paratibe, 19 de Julho de 2005)
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“O que me faz lembrar Everaldo”Depoimento da prima e amiga: Maria do Socorro Nascimento (Nenen)

Paratibe, 06 de Julho de 2005

Eu morando em Montadas (Paraíba) e ele em Paulista (Pernambuco) sempre que viajava para a Paraíba, ia nos visitar. Sempre muito alegre e brincalhão, com tudo, ele fazia uma piada e era muito bom está com ele. Riamos muito com suas piadas, tudo era alegria, tudo era festa.
Eu o admirava muito. Sempre vi em Everaldo, um jovem de muita fé e muito verdadeiro. No início do ano de 1990, papai faleceu e ele estava chegando da Argentina, em um domingo pela manhã, eu me encontrava em minha residência em Paratibe e estava debulhando feijão verde na porta da cozinha e quando menos espero, Everaldo chega e senta-se ao meu lado e começa a debulhar feijão junto comigo e falando sobre papai e lembrando de tantas coisas boas e saudosas que vivemos na infância e na adolescência em nossa querida Montadas. No meio de nossa conversa, ele falou que tinha sido ele quem havia dado a notícia da morte de papai à Zosto em Pesqueira e a conversa se estendeu sobre a ordenação sacerdotal do mesmo e o que iríamos fazer para assistir a ordenação. Já mais imaginávamos que depois da ordenação e ao assistir a primeira missa celebrada pelo nosso primo Zosto em Montadas, o que ia acontecer com o Everaldo no retorno para Pernambuco e qual seria o destino de sua vida. Mas Deus sabe o que faz.
Temos que continuar com a nossa fé cada vez mais forte e agradecer a Deus por ter tido Everaldo em nosso convívio por um bom tempo e devolvido a Deus, no tempo certo.

(Paratibe, 22 de Julho de 2005)
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“Lembranças que tenho” Depoimento do primo e amigo: José Ramalho do Nascimento

Paratibe, 10 de Julho de 2005

Quando eu tinha dez anos de idade, lembro que em nossa casa no Sítio Campos de Montadas, veio nos visitar, um jovem rapaz seminarista. Era um jovem alto, simpático, brincalhão e carismático. Nas lembranças que eu tenho do Everaldo, ele era um jovem que aparentava ser muito feliz pois refletia em sua face, a alegria do Espírito Santo. É assim que lembro do nosso primo e amigo, Everaldo Custódio.

(Paratibe, 22 de Julho de 2005)
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“Católico Fervoroso” Depoimento do amigo Everaldo Andrade da Silva

Paratibe, 24 de Julho de 2005

Ainda bem jovem, recém chegado do interior, comecei na labuta (a trabalhar) com o objetivo de obter recursos para suprir minhas necessidades financeiras. Fiz de tudo, desde fazer “mandados ”, até cobrar Kombi lotação. Porém um certo dia, fui convidado pelo Sr. Francisco Justo (Chico do mercado) para trabalhar em sua mercearia. Naquela época , eu já tinha outras experiências até porque, há havia trabalhado em outros locais, porém o emprego mais sadio, foi o da mercearia do Sr. Francisco, pois lá, prevalecia o respeito e o companheirismo. E foi exatamente naquele local, que tive a honra de conhecer o Everaldo, sendo ele uma figura ímpar (incomparável). Apesar de nossa divergência religiosa, pois ele era católico e eu simpatizante do protestantismo, nunca houve nenhum tipo de problema em nosso relacionamento. Amigo leal, figura carismática, ótimo companheiro, homem sem maldade, católico fervoroso e acima de tudo, uma figura espetacular. Lamentavelmente, ele teve uma estadia tão precoce aqui na terra, porém onde ele estiver, estará com Deus pois entre nós só nos deixou boas recordações.

(Paratibe, 26 de Julho de 2005)

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